USINAGEM E FABRICAÇÃO DE PEÇAS INDUSTRIAIS

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As boas novas do cobre

Na atual crise do país, uso do metal por indústrias reduz custo energético em cerca de 40%.

Até 2018, a indústria prevê aumento de 47% no custo com eletricidade. Cerca de 20 milhões. Somente em 2015, serão R$ 5,5 bilhões a mais na conta. Divulgado recentemente pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), o levantamento preocupa. Uma situação que tem levado diversos setores da indústria a pesquisar alternativas aos modelos tradicionais.

A busca pela eficiência energética tornou-se questão essencial, desde a planta das empresas até os processos industriais. Com esse foco, cresce o grupo de gestores que investem em motores, sistemas elétricos e geradores que utilizam uma porcentagem elevada de cobre em sua composição. Tem sido uma estratégia que aponta o metal como uma das saídas para as indústrias nessa atual crise.

Há diversas oportunidades nas quais o cobre contribui para ajudar a melhorar a eficiência energética no país, e é um grande aliado na redução de energia. “O cobre é utilizado em quase todas as aplicações de condução de energia elétrica. Por isso, ele acaba sendo um componente essencial para produtos e sistemas elétricos, desde fios, cabos e motores, até mesmo geradores e transformadores de equipamentos de proteção”, afirma Milena Guirao, gerente de Comunicação para a América Latina da International Copper Association (ICA), uma organização mundial de promoção do cobre, que atua em quase 60 países. “Veja o caso das empresas da Indústria + Eficiente. Passaram a executar o mesmo trabalho, mas gastando menos energia.

Isso é bom para a empresa e bom para o país”, destaca. O programa criado pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), Indústria + Eficiente, visa a selecionar e financiar, a juro zero, projetos de eficiência energética (PEE) em instalações industriais com o objetivo de renovar o parque fabril catarinense e reduzir custos das indústrias da região com energia elétrica.

No Brasil, o Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), que faz parte da ICA, tem a missão de gerar demandas para os produtos de cobre, difundir informações sobre os atributos técnicos, científicos, gerar pesquisas, desenvolver processos e produtos tecnológicos, bem como novos usos para o metal e, sobretudo, posicioná-lo como material capaz de atender às preocupações do desenvolvimento sustentável.

O Procobre reconhece no programa da Celesc um modelo a ser seguido por concessionárias e distribuidoras de energia no Brasil e na América Latina. Em 2012, a Celesc assinou contratos de financiamento a custo zero com três empresas – Tigre, Sadia e Tupy – para execução de cinco projetos que, em linhas gerais, substituíam os motores de baixo rendimento por propulsores de alta eficiência, nos quais o cobre está presente. (veja Quadro à pág. 13) “Por contar com cerca de 20% a mais de cobre, a temperatura de operação é menor e, com isso, há uma redução das perdas”, comenta o gestor do Programa de Energia Sustentável no Brasil e América Latina, Glycon Garcia.

O último estudo divulgado pelo Instituto Conference Board, a partir de levantamento em 122 países, manteve o Brasil entre os menos produtivos, ocupando o 77º lugar no ranking mundial. Fatores como burocracia, baixa escolaridade, taxas de juros justificam a performance, somados a infraestrutura ultrapassada e alto custo produtivo. Para estes dois últimos fatores, a indústria de porcelanas Oxford, de Santa Catarina, investiu em mudanças importantes para melhorar a eficiência e diminuir o custo de fabricação dos 34 milhões de peças que produz anualmente.

O processo foi acompanhado pelo Procobre e teve como base a troca dos motores elétricos utilizados na moagem de materiais. Os motores de alto rendimento, que substituíram os equipamentos antigos, utilizam 20% mais de cobre em sua composição, o que permitiu uma economia de cerca de 40% no gasto energético para essa etapa produtiva — o custo em Kwh/ ano passou de R$ 69.724,80 para R$ 40.143,60. Por serem mais eficientes, esses motores permitiram também que as jornadas de trabalho passassem de 8 horas para 7 horas.
O impacto positivo também foi perceptível no custo de manutenção e na emissão de CO2, que diminuiu 42%.

“Ganhar em eficiência e economizar custos parece algo básico para qualquer indústria. Mas, na prática, isso requer investimento em tecnologia, processos, entre outras estratégias,” afirma o diretor executivo do Procobre, Antônio Maschietto Jr. “Algumas indústrias têm utilizado o cobre como solução para atingir esses objetivos. Suas vantagens, no que diz respeito à gestão de ativos, são bastante importantes, mas, infelizmente, a indústria brasileira ainda utiliza pouco esse recurso.”

Vantagens preciosas

Se todos os países adotassem boas práticas para sistemas eletromotrizes, até 2030 seria possível reduzir em torno de 10% o consumo mundial de eletricidade, o que corresponderia entre 2 mil e 3 mil terawatts/hora. Uma economia gigantesca que se estenderia para o meio ambiente, já que haveria redução de 1,3 a 1,8 bilhão de toneladas de CO2. O uso do cobre, sem dúvida, está entre as boas práticas. Sua excelente capacidade de transportar a corrente elétrica ajuda a reduzir o consumo de energia, melhorando o desempenho de equipamentos e reduzindo as emissões de gases tóxicos para o ambiente.

O metal é capaz de transmitir energia com qualidade, apresentando baixo índice de perdas. Ele apresenta grande resistência à deformação e à corrosão, aumentando a vida útil e a segurança dos produtos aplicados nas instalações elétricas. É um componente essencial em fios, cabos e motores, até geradores, transformadores e equipamentos de proteção.

O cobre e suas ligas exercem papel de destaque também nos meios de transporte ajudando a desenvolver aviões, automóveis, ônibus, caminhões, trens e navios. Entre as novas tecnologias de transporte, destacam-se os veículos elétricos e híbridos, que são mais eficientes e poluem menos o ar. Os carros híbridos usam até 33 kg de cobre inseridos em baterias, cabeamento, motores e outros componentes.

Na questão das energias renováveis, o minério também marca presença por ser um dos melhores condutores de eletricidade. Está em vários equipamentos utilizados na instalação de geração elétrica limpa, como sistemas de aterra-mento, equipamentos de proteção, fios e cabos, motores, geradores, transformadores e componentes elétricos e eletrônicos. Exemplos da aplicação do cobre estão no funcionamento das turbinas eólicas (2MW) que utilizam entre 5 e 12 toneladas do metal. Na energia fotovoltaica, uma instalação doméstica de 2,5kW, por exemplo, pode consumir até 12kg de cobre.

A possibilidade de reciclagem é outra característica que faz do cobre um metal ideal para redu- zir custos. Ele é um dos poucos materiais que podem ser recicla- dos e reutilizados sem nenhuma perda de desempenho. Também não há diferença na qualidade do cobre reciclado, conhecido como secundário, daquele proveniente de mineração. A reciclagem do cobre é uma forma ecoeficien- te de trazer um material valioso de volta à economia. O processo requer até 85% menos energia que a produção primária. Isso representa mundialmente uma economia anual de 100 milhões de MWh de energia elétrica e 40 milhões de toneladas de CO2.

Outros ganhos e usos

Puro ou na forma de ligas, o cobre é usado em vários produtos que melhoram a nossa vida. Entre as vantagens mais importantes para tantas aplicações estão a alta condutividade térmica, a resistência à corrosão, a eficácia antimicrobiana, a facilidade de fabricação, a versatilidade de formar ligas e sua aparência estética agradável. A arquitetura é uma das áreas em que essa utilização tem grande sucesso. Por suas diversas qualidades, pode ser empregado nas áreas internas e externas dos edifícios. Uma vantagem importante é a facildade de ser trabalhado — tanto na fabricação quanto na instalação das peças. Sua versatilidade e maleabilidade possibilitam que seja usado na produção de mate- riais como telhas, placas, lâminas e também em elementos decorativos. Por ter vida útil que pode ultrapassar os 100 anos, o cobre é indicado na fabricação de telha-dos, cúpulas, calhas de chuva e revestimentos de fachadas.

O cobre é fundamental para o desenvolvimento tecnológico em diversas áreas. Suas propriedades melhoram a eficiência dos produtos, contribuem para a miniaturização das peças e abrem caminho para novos processos e tecnologias. O metal está presente na maioria dos equipamentos eletroeletrônicos que usamos em nosso dia a dia, como os computadores, Smart TVs e smartphones. Sua excelente capacidade na transmissão de sinais faz com que os cabos de cobre sejam os mais utilizados nas redes de informática. Cabeamentos de cobre têm ótimo desempenho na transferência de dados, o que o torna muito usado em serviços de telefonia, internet e televisão digital.


Investimento promissor

Veja as principais vantagens do cobre:
• Ótimo condutor térmico e de eletricidade, com baixos índices de perdas;
• O alto desempenho reduz o consumo de energia e reduz a emissão de gases poluentes na atmosfera;
• É resistente à corrosão e deformação;
• Facilidade de ser trabalhado;
• Aplicação versátil — componentes elétricos, indústria automotiva, arquitetura, produtos eletroeletrônicos, informática, entre outros;
• É reciclável, e a reutilização não implica em perda de desempenho;
• Sua vida útil pode ultrapassar 100 anos.

Empresas-referência

• Tigre: Com a substituição de motores e automação nas aplicações do sistema de refrigeração da injeção e extrusão, com variações de potência de 7,5cv a 400cv, a empresa atingiu uma economia de 5.284,98 MWh/ ano, equivalente a 11,17% do seu consumo anual;
• BRF Brasil (Sadia): alcançou uma redução total de energia de 8.710,06 MWh/ano, equivalente a um mês de produção na unidade de Chapecó, SC. Só nesta planta, o consumo diário foi reduzido em 10%, o que gerou uma economia de mais de R$500 mil ao ano. A planta tem capacidade instalada de 20 mil toneladas de frangos, peru e industrializados, além de 60 mil toneladas de ração;
• Tupy: Umas das maiores consumidoras de energia elétrica de Santa Catarina, a Tupy, atualizou o parque fabril e, ao mesmo tempo, passou a economizar 10.641,83 MWh/ano, equivalente ao consumo de aproximadamente 4,3 mil residências no mesmo período. Os dois projetos para a planta de Joinville, SC.

Números do cobre

Com base nos estoques globais de cobre e no modelo de fluxos (recentemente desenvolvido pelo Instituto Fraunhofer), estima-se que: dois terços dos 550 milhões de toneladas de cobre produzidos desde 1900 ainda estão em uso produtivo. Aproximadamente 70% são utilizados em aplicações elétricas; cerca de 55% são aplicados em construções; 15% em infraestrutura, 10% na indústria, 10% em transporte e 10% na fabricação de equipamentos.

Fonte: omundodausinagem.com.br

 

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